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E aí, só alegria?
— E aí, só alegria?
Disse o motorista de um ônibus para outro que parou emparelhado no sinal. Aquilo me parecia como um pedido de socorro de alguém que precisava conversar. Um pedido de fale comigo!, uma busca por um amigo. Algo em vão que teve como resposta uma frase que mais parecia um eco.
— É, só alegria!
Então o sinal abre e só se ouve o xxiiii da porta do ônibus se fechando, como se pedisse silêncio. O ônibus seguiu em frente, o motorista olhou para frente e eu percebi que não era o único solitário naquele ônibus.
- Luiz Carioca