Em 1º de Maio de 1886, na cidade norte-americana de Chicago, teve início uma Greve que reivindicava a jornada de trabalho de 8 horas. Naquela época, trabalhava-se até 16 horas por dia. A greve continuou até que, no dia 3 de maio, houve confronto com a polícia. Foram feridos e mortos trabalhadores da fábrica McCormicks. No dia seguinte, milhares de trabalhadores reuniram-se em um gigantesco comício de protesto contra a violência e a injustiça.
Quando o comício estava chegando ao fim, uma bomba foi lançada e, ao explodir, matou 6 pessoas e feriu dezenas. Em seguida, os policiais abriram fogo contra os presentes, vitimando homens, mulheres, crianças, velhos. Foram presos e acusados de liderar o movimento os trabalhadores anarquistas Samuel Fielden, Michael Schwab, Oscar Neebe, Adolf Fischer, Albert Parson, August Spies, George Engel e Ludwing Lingg.
O processo de julgamento foi marcado por irregularidades, com testemunhas e provas falsas para incriminar os líderes. As condenações foram: Schwab e Fielden, prisão perpétua; Neebe, 15 anos de detenção; Fischer, Parson, Spies, Engel, forca; e Lingg, suposto suicídio.
Após as execuções, o movimento internacional de trabalhadores decidiu que o 1º de maio deveria ser um dia de luta e de luto em memória dos operários assassinados nos Estados Unidos. E hoje, 121 anos depois, o que recordamos desse passado de lutas?
Para garantir seus altos lucros, os empresários procuram acabar com os direitos adquiridos nos últimos 100 anos de luta dos trabalhadores. Já conseguiram aumentar a idade para alcançar a aposentadoria e estão acabando com a segurança dos trabalhadores, atacando direitos como 13º salário, férias, entre outros.
Enquanto isso, na calada da noite, políticos que dizem representar o povo brasileiro aumentam seus salários, criam aposentadorias vitalícias e integrais, conseguem recursos para financiar seus “currais eleitorais”, entre outras regalias. Tudo isso é possível pelo suor de quem trabalha. Partidos, vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidente, o que têm feito para resolver os problemas da população? Além dos discursos, nada surge no horizonte que possa garantir e ampliar direitos dos trabalhadores e desempregados.
Frente a essa situação, temos que reagir! O primeiro passo é dizer não aos políticos! É buscar a auto-organização dos trabalhadores e desempregados! Apenas com uma sociedade socialista de base anarquista – sem o Estado - conquistaremos uma vida mais digna no presente e no futuro, onde todos participem e decidam diretamente na política!